quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os Almadas (da Casa da Índia) donatários e Senhores de Ílhavo

Em 1696 D. Maria Antónia de Almada, casada com D. Bernardo de Noronha, adquire a Quinta da Má Partilha em Azeitão, Setúbal, que a junta, mais tarde, ao morgadio do Outeiro da Boavista, que possuía em Lisboa, e ao dos Arneiros, que instituiu em Azeitão; Por morte de D. Bernardo, a sua viúva passou a residir permanentemente em Azeitão. Tiveram, entre outros filhos, D. Teresa de Noronha, que enviuvando de D. António de Noronha veio viver com sua mãe. Em 1713 D. Maria Antónia de Almada virá a Ílhavo fazer posse da Igreja e da Vila. Em 1720 morre D. Maria Antónia de Almada. A filha volta para Lisboa, sendo a primeira mulher de Sebastião José de Mendonça, mais tarde Marquês de Pombal, na altura um pobre fidalgo de pouca grandeza e descendente de uma índia brasileira o que veio a criar grande consternação na família. Daí alguma das estreitas ligações entre Ílhavo e o Marquês de Pombal, visto sua mulher D. Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada ter contratado para Lisboa mão de obra para a sua casa naquela que era a sua Vila de Ílhavo. Sucede-lhe, na administração da Quinta da Má Partilha de Azeitão, D. Francisco de Almada, que, tendo nascido em 1700, casou em 1716 com D. Guiomar de Vasconcelos, filha do 6º Conde de Calheta, e faleceu em 1730. D. José da Silveira, último provedor da Casa da Índia, senhor de Carvalhais e Ílhavo, Verdemilho e Avelãs, 1º Conde de Carvalhais, foi um convencionado de Évora-Monte, o que limitou muito a sua fortuna e só não conduziu à perda da Quinta da Má Partilha porque seu feitor e grande amigo António de Almeida Sales, que exercia o cargo do vereador em Azeitão, se tomou seu depositário. Em 1854 morre o Conde de Carvalhais, senhor de Ílhavo, Verdemilho e Avelãs e em 1878 morre o seu último filho, sendo a quinta e outros bens de Azeitão deixados a Alberto James Gomes de Oliveira, vizinho a quem os Almadas estavam ligados por estreitos laços de amizade.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Párocos naturais de Ílhavo: Cónego José Cândido de Oliveira Vidal

O Cónego José Cândido de Oliveira Vidal nasceu em Ílhavo no lugar de Vale de Ílhavo a 11 de Março de 1829, condiscípulo do arcebispo José António Pereira Bilhano. Fez o curso teológico no seminário de Aveiro, celebrando a primeira missa em 6 de Outubro de 1851. Iniciou a sua paroquialidade na Igreja de Oliveira do Bairro em junho de 1852, voltando para Ílhavo em Junho do ano seguinte por falta de saúde. Em Junho de 1854 foi nomeado para a Escola Primária de Vale de Ílhavo, então criada de novo e em 1856 transferiu-se para a Escola de Ílhavo. Quando em 1871 D. José António Pereira Bilhano foi para Évora como arcebispo, escolheu-o para seu secretário o seu antigo discípulo e nomeou-o desembargador da relação eclesiástica. Em 1877 foi nomeado pároco da freguesia da Glória, de Aveiro, onde os seus serviços foram inexcedíveis. Em 1879 foi escolhido pelo governador do bispado de Aveiro para professor de uma das cadeiras do curso das ciências eclesiásticas que regeu até à sua extinção em 1884. Com a extinção do Bispado de Aveiro, em 1882, foi nomeado arcipreste e diretor do curso eclesiástico até 1884 por determinação do Bispo de Coimbra, que no ano seguinte, lhe concedeu as honras de cónego. Em 1885 foi nomeado diretor do Liceu Nacional de Aveiro, lugar que desempenhou até à sua morte. A terra que lhe serviu de berço, serviu-lhe também de sepultura, como desejava. Faleceu em Ílhavo, onde quis acabar os seus dias, a 22 de março de 1892

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Párocos naturais de Ílhavo: Arcebispo José Pereira Bilhano

O Arcebispo de Évora, José António Pereira Bilhano, nasceu em Ílhavo no dia 22 de Março de 1801 e aqui faleceu, também, a 18 de Setembro de 1890. Foram seus pais João António Bilhano e Rosa Maria de Jesus, casal de pescadores de reconhecida pobreza. Bem novo se inclinou para a vida eclesiástica, mas os poucos haveres de sua família e a morte prematura de seu pai vieram agravar a situação familiar os seus estudos. O seu conterrâneo Dr. Manuel Rocha Couto, ilustre deputado por Aveiro nas legislaturas de 1822/23 e 26/28, reconhecendo-lhe a vocação, e mais que tudo a inteligência, apresentou-o um dia ao bispo de Aveiro D. Manuel Pacheco de Resende, que o tomou sob a sua proteção.
Formou-se em Cânones na Universidade de Coimbra com 22 anos.
 Por morte de D. Manuel Pacheco de Resende, bispo de Aveiro em 17 de Fevereiro de 1837, o então Pe. José António Pereira Bilhano sofreu com esse acontecimento profunda depressão moral, tendo pedido exoneração de todos os cargos que desempenhava, tendo-se retirado para a sua modesta casa de Ílhavo, dedicando-se com a colaboração do padre Fernando Eduardo Pereira, ao ensino de Francês, Latim e Latinidade, História, Geografia, Lógica e Retórica, trabalho que exercia de forma gratuita. Como nessa altura havia poucos estabelecimentos de ensino secundário, Ílhavo tornou-se um grande centro de instrução e de cultura, graças à ação do Arcebispo. Em 1849 foi nomeado pároco de Oliveirinha; e em 1851 provido por concurso na igreja de Ílhavo. Foi eleito deputado pelo círculo de Aveiro em 1853, em companhia de Mendes Leite e Francisco Resende. Em 21 de Fevereiro de 1860 foi-lhe novamente confiado o cargo de vigário-geral do bispado de Aveiro, que exerceu até 17 de Março de 1868, época em que alguns políticos valiosos do distrito o obrigaram a demitir-se, visto não querer cometer a indignidade e violência de forçar os párocos do círculo de Anadia a patrocinar a eleição de um deputado que disputava o mesmo ao conselheiro José Luciano de Castro. Em 21 de Outubro de 1869, sendo ministro da justiça aquele estadista, foi por ele nomeado arcebispo metropolitano de Évora. Partiu para Évora no dia 7 de Junho de 1871 e fez a sua entrada solene no dia 8. Em 1862 estando interrompidas as relações entre Portugal e a Santa Sé, foi-lhe por Gregório XVI delegada a autoridade e jurisdição necessária para todos os negócios espirituais da Diocese de Aveiro, recebendo aquando do restabelecimento das relações carta autografada de sua Santidade agradecendo e reconhecendo os relevantes serviços que prestara à Igreja. O seu governo da Diocese de Évora foi distinto como se pode ver pelas inúmeras medidas adotadas: tomou contas aos conventos, que se não davam desde 1850, obstando assim abusos dos procuradores; acabou com a diversidade de rituais, fazendo adotar o de Paulo VI; obrigou todos os sacerdotes menores de 50 anos a fazerem exame de teologia moral, o que era coisa de que não havia memória no arcebispado, decisão que lhe acarretou grandes desgostos, mas cumprida sem uma única exceção; elevou ao dobro o rendimento da Bula da Santa Cruzada; criou o quadro da Relação e nomeou juízes para este e para o Tribunal da secção Pontifícia, fez a proposta dos juízes à Nunciatura (note-se que havia causas nestes tribunais que à 5 anos não se julgavam por falta de juízes); regulou a forma dos processos e uniformizou uma tabela de emolumentos; criou o lugar de escrivão do contencioso que mão havia no Juízo Eclesiástico; regularizou a tabela da Câmara Eclesiástica; fez à sua custa um Tombo novo das propriedades da Mitra e registou todos os foros na conservatória, também do seu bolso; obrigou todos os párocos a fazerem Rol de Confessados, o que tinha caído em desuso; publicou diversas pastorais sobre residencias dos párocos, catequese, etc. Amigo íntimo de José Estêvão não levava à conta de sacrifícios todas as dedicações que lhe tributou nas situações tempestuosas da sua agitada vida politica. Nas eleições de 1962, quando Aveiro parecia esquecer o seu filho mais ilustre, o arcebispo Pereira Bilhano lançou-se a salvar de vergonha a terra que com tanta ingratidão pagava os benefícios do eminente tribuno, presidindo ao seu funeral em Fevereiro de 1866 e inaugurando o monumento aos mártires da liberdade justiçados em 1829. Governou a Arquidiocese eborense até à sua morte, em 1890, tendo sido coadjuvado nos últimos anos por D. Augusto Eduardo Nunes, que veio a ser o seu sucessor. O Arcebispo aveirense D. João Evangelista de Lima Vidal, bispo de Aveiro, a respeito do Arcebispo Pereira Bilhano escreveu: "morreu em Ílhavo em conceito de santidade. Ainda se conserva, no Museu de Aveiro, a mitra que ele trouxe com pia nobreza na fronte e a cruz episcopal, que lhe aqueceu de virtudes o peito. Será lenda o que se dá conta à hora do meio-dia, quando as chaminés fumegavam do gordo aroma do caldo, ele subia ao mirante da sua casa e pesquisava com um binóculo se alguma porventura estava morta, no meio das outras, desse penacho de fumo pronunciador; e se alguma avistava assim triste, logo corria a dar-lhe a vida que lhe faltava. Pode ser lenda, mas a verdade é que só à volta dos santos as graciosas lendas se tecem. Não é ornato, este das lendas, para todo e qualquer." 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Párocos de Ílhavo: Pe. José Monteiro de Bastos

O Pe. José Monteiro de Bastos foi natural da então vila de Aveiro, filho de António de Bastos, licenciado em Medicina e de Teresa Monteira, neto paterno de Domingos de Bastos, pintor e de Maria Madalena e materno de Cláudio Monteiro Franco, familiar do santo Ofício da Inquisição de Coimbra e de Maria Gaspar, todos naturais e moradores em Aveiro, à exceção da avó materna natural de Coimbra. Foi irmão do ilustre Faustino Xavier de Bastos Monteiro, Morgado do Buragal em Aradas, bacharel em leis pela Universidade de Coimbra e familiar do Santo Ofício. Foi prior da igreja de Ílhavo.

Párocos de Ílhavo: D. António dos Santos 1967-1979

D. António dos Santos nasceu a 14 de Abril de 1932 no lugar da Quintã, paróquia de Santo António de Vagos. Frequentou os seminários de Aveiro e dos Olivais em Lisboa. Fez a sua ordenação sacerdotal na igreja paroquial de Albergaria-a-Velha em 1 de Julho de 1956 pelo bispo de Aveiro D. João Evangelista de Lima Vidal. Iniciou a sua atividade pastoral como coadjutor na paróquia de São Salvador de Ílhavo em 25 de Setembro de 1956 passando a coadjutor da paróquia da Branca em 5 de Setembro de 1961. Foi nomeado pároco da Paróquia de Oiã em 31 de Dezembro de 1963 sendo nomeado em 29 de Agosto de 1967 pároco da Paróquia de Ílhavo, sendo seu arcipreste em 19 de Setembro desse ano. A 2 de Junho de 1975 foi nomeado Vigário-geral da Diocese de Aveiro. Foi por nomeação eleito para Bispo da Diocese da Guarda em 6 de Dezembro de 1979, fazendo a sua entrada solene na Diocese a 2 de Fevereiro de 1980 resignando a sua pastoral, aceite pelo Santo Padre Bento XVI, a 1 Dezembro de 2005.

Párocos de Ílhavo: Pe. Sebastião António Rendeiro 1965-1967

O Pe. Sebastião António Rendeiro nasceu em 17 de Abril de 1931, no Monte, concelho da Murtosa. Frequentou os seminários de Aveiro e dos Olivais em Lisboa. Fez a sua ordenação sacerdotal em 3 de Julho de 1955 na igreja paroquial de Avanca pelo bispo de Aveiro D. João evangelista de Lima Vidal. A 11 de Outubro de 1955 começou a coadjuvar a Paróquia de São Salvador de Ílhavo e em 12 de Setembro de 1963, residindo em Aveiro, foi professor de Religião e Moral na Escola Industrial e Comercial de Aveiro e assistente da Ação Católica de Aveiro. A 19 de Outubro de 1965 foi nomeado pároco e arcipreste de Ílhavo. Foi dispensado dos serviços paroquiais em Ílhavo em 29 de Agosto de 1967 para se preparar para o trabalho de Diretor Espiritual do Seminário de Aveiro. A 15 de Outubro de 1967 retirou-se para Roma frequentando o Ateneu Salesiano. Foi nomeado Diretor Espiritual do Seminário de Aveiro em 1 de Outubro de 1968 sendo seu vice-reitor em 31 de Julho de 1970. Em 29 de Setembro de 1975, tendo sido desligado do múnus anterior, foi escolhido para chefe de redação do jornal "Correio do Vouga".

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Párocos naturais de Ílhavo: Pe. Manuel Francisco Grilo

O Padre Manuel Francisco Grilo nasceu em Ílhavo em 4 de Maio de 1888, filho de mãe padeira e de pai marítimo, embora radicado em Matosinhos desde os 24 anos de idade. Formou-se no seminário de Coimbra e possuía também os cursos de Agronomia e do Conservatório de Música do Porto. Foi ordenado em 1910, com 22 anos. Era ainda um pintor de rara beleza. Pelas suas ideias inovadoras a vários níveis, que costumava aplicar na ajuda aos mais desfavorecidos, incompatibilizou-se com as «altas esferas» civis, o que o levou a ser julgado, condenado e expulso do Distrito de Aveiro, em 1913. Foi então viver para Leça da Palmeira, em casa de família, e em 1928 fundou a Conferência de S. Vicente de Paulo, de onde brotou a Sopa dos Pobres, que chegou a alimentar e a vestir 680 pessoas da classe piscatória. Cria, entretanto, um refúgio para crianças abandonadas, as Escolas Católicas e o Secretariado do Desemprego. Mais tarde, funda a Obra Regeneradora dos Rapazes da Rua, em 1942. Faleceu na tarde do dia 1 de Novembro de 1967, festa de todos os santos, sendo sepultado num recanto da Obra Regeneradora dos Rapazes de Rua, junto à Capela na tarde do dia 2.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

História da colonização da Colónia Agrícola de Ílhavo - lista de casais

Em 1952, no concelho de Ílhavo, é criada a Colónia Agrícola, parcelando a floresta entre a Gafanha de Aquém e a Gafanha da Encarnação, parcelamento enquadrado na política de colonização interna do Estado Novo. Por esta ação, a antiga junta de Colonização Interna cedeu do regime florestal, 441 hectares da Mata Nacional, aos colonos que para ali se deslocassem, tendo como premissa dedicarem-se exclusivamente à agricultura. 
Pretendia-se com esta política, criar uma nova classe de proprietários agrícolas com espírito colonizador que no futuro pudesse ser enviado para o Ultramar, oriundos de diversos pontos do país, tendo sido entregue a cada colono, uma casa e 3 hectares de terreno. Em troca, as pessoas tinham de se dedicar exclusivamente à agricultura. 
Para memória deste acontecimento e para a história desta comunidade, que entretanto se multiplicou, deixamos o registo de cada casal, e informações sobre a instalação dos primeiros colonos, indicando a composição do agregado familiar, datas de nascimento e proveniência de cada família.

Nº de casal, Nome do pai, nascimento, nome da mãe, nascimento, nome dos filhos, proveniência, data de entrega de casal:

1 - Luis da Fonseca,
1921-08-29, Maria Luisa da Teresa Antunes, 1924-04-18, filhos: Clemência, 1944-04-18; José Luis, 1946-08-10; Jeremias, 1948-08-20; Celda, 1951-02-18; Maria Adélia, 1954-06-30; Preciosa, 1956-03-13. Cardeal, Sabugal (1952-09-28). 
2 - João dos Santos, Maria do Céu de Jesus Maria Amélia, 1944-05-21, filhos: Rosa de Jesus, 1948-08-10; Emília de Jesus, 1951-04-11; Maria de Fátima, 1953-06-10; Zulmira Branca, 1954-07-10; Maria da Graça, 1956-12-23. Gafanha de Vagos (1952-04-19). 
2 - Domingos Ricardo, 1935-06-20, Maria de Lurdes Canejo, 1940-08-08.  
3 - Américo Neves da Costa, 1923-12-03, Balbina da Conceição Bizarro, filhos: João Henriques; Angelina Conceição, 1947-12-20; Maria Matilde, 1949-05-02; Américo, 1950-12-15; Maria Madalena, 1952-07-05; Manuel Afonso, 1953-12-10; Maria Manuela, 1954-12-22. São Quintino, Torres Vedras (1956-08-30).
4 - Francisco António Rebelo dos Anjos, 1916-03-03, Rosa Rodrigues de Sá, 1918-04-26, filhos: Augusto, 1941-02-16; Fernando, 1944-02-24; Maria da Conceição, 1946-04-03; Gertrudes, 1948-05-28; Rosa, 1950-08-15. Salreu (1954-03-09). 
5 - Joaquim Teixeira 1926-08-20, Aurora da Silva, 1928-12-06, filhos: António da Silva Teixeira, 1949-09-15; Joaquina, 1950-12-01; Felicidade Rosa, 1953-03-02; Rosa, 1955-10-15; Maria da Glória, 1956-08-17; Manuel, 1958-12-25. Felgueiras. 
7 - José Rodrigues, 1922-01-01, Maria Aurora Ferreira, 1920-04-11, filhos: Rosa, 1950-09-21; Maria de Fátima, 1951-08-16; Belmira da Conceição, 1954-06-28; Maria da Conceição, 1956-09-13; Angélica Rodrigues da Silva, 1936-09. Paço de Sousa (1952-04-21). 
8 - João dos Santos, 1925-05-07, Maximina de Jesus Aires, 1928-04-00, filhos: Mário, 1947-09-29; Maria dos Anjos, 1949-06-06; Carlos Manuel, 1956-06-10; João Manuel; cunhada: Olívia de Jesus Almeida. Lameiro da Serra (1952-04-19). 
9 - Manuel José Martins, 1921-09-08, Ludovina de Jesus Esteves, 1924-10-28, filhos: José, 1947-07-08; Maria da Conceição, 1949-10-27; Ismael, 1952-01-30; cunhadas: Isabel Diogo Esteves, 1936-07-14; Maria Dulce Esteves, 1939-09-28. Sabugal (1952-09-22).
10 - António Francisco Gonçalves Torres, 1929-07-31, Ana Maria Lourenço Varandas, 1929-01-19, filhos: Maria Rosa, 1951-08-19; Albino Torres, 1953-03-25; Maria de Fátima, 1955-05-28; Maria Isabel 
11 - Manuel Tavares da Silva, 1919-06-22 Maria Rosa Alves Nogueira 1909-07-25 Maria Albina, 1943-03-25; José, 1946-10-06. Beduido, Estarreja (1953-09-04). 
12 - Adelino Simões, 1920-09-04, Rosa de Jesus, 1921-04-25, filhos: Aristides, 1944-07-30; Manuel Licínio, 1949-04-13; Maria da Nazaré, 1946-10-04; António Albino, 1951-08-17; Lucília dos Anjos, 1954-04-17; Florentina Rosa, 1956-07-20. Carvalhais, São Pedro do Sul (1954-09-11). 
13 - Fernando Martins, 1925-10-08, Ester de Jesus, 1924-00-00, filhos: Manuel Fernando, 1948; José Alberto, 1949; Maria Etelvina, 1951-5-18; Armindo, 1953-04-22; Maria da Soledade, 1954-08-14; Maria de Lourdes, 1955-09-10; Rosa Maria, 1956-07-05. Pessegueiro do Vouga.
13 - António de Sousa,  Deolinda da Costa Pereira, filhos: José Maria; Joaquim; Gaspar; Manuel; Margarida; Maria. 
14 - Manuel dos Santos Vilar, 1927-04-06, Maria Custódia Tavares, 1932-09-26, filhos: Carlos Manuel, 1955-01-20. Vale de Cambra (1954-09-15).
18 - Armindo Alfredo, 1931-01-01 Maria Teresa de Jesus Carvalho 1936-07-11, filhos: Armindo, 1955-09-08. Mirandela (1956-10-07).
19 - António Horácio de Matos, 1922-10-29, Maria da Verdade, 1924-11-10, filhos: José Maria, 1946-05-10; Ernesto, 1947-08-28; Maria da Conceição, 1949-10-05; João Fernando, 1952-05-13; Olívia da Verdade, 1954-03-15. Gafanha de Vagos (1952-04-21).
20 - Jorge Miguéis, 1925-11-28, Adélia de Jesus Barreiro, 1926-03-24, filhos: Maciel, 1944-06-21; Otília, 1952-07-09. Malhapão, Oliveira do Bairro (1954-03-11).
20 - Manuel Coelho Magalhães, 1922-11-12, Luisa Ribeiro, 1924-06-27, filhos: João, 1946-08-03; Maria Madalena, 1948-05-01; Alzira, 1950-02-14; José Firmino, 1955-08-23. Borba, Celorico de Bastos. 
21 - José Martins Oliveira da Silva, 1925-04-28, Maria Moreira Vieira, 1928-04-22 Manuel, 1947-05-08; Isaac, 1948-08-21; António, 1950-05-06; Ilídio, 1951-10-30; Maria Adélia, 1955-07-21; sogra: Angelina Joaquina Moreira, 1899-04-14. Navais, Póvoa de Varzim (1954-10-11).
21 - Amadeu de Sousa Queirós,  Maria da Conceição Fonseca, filhos: António; Maria Emília; Maria de Fátima. 
22 - Frederico Alves Leite, 1925-01-08, Nazaré de Jesus Figueiredo, 1916-12-13, filhos: Servando, 1940-10-22; Maria Graciela, 1951-09-04; Dário, 1953-02-26; Maria Isabel, 1955-07-21; Adriano Artur, 1957-01-03. Albergaria-a-Velha (1954-09-16).
23 - Francisco Afonso, 1927-04-28, Maria dos Santos Proença, 1930-12-10, filhos: José Augusto, 1954-06-27; Natália, 1953-01-27.
24 - Luis Martins, 1922-03-21 Carmina dos Anjos Gonçalves 1925-06-28, filhos: José Armindo, 1946-04-20; Maria Judite, 1953-04-18. Rendo, Sabugal (1954-09-12) 
25 - Pompílio dos Santos, 1933-11-00 Olinda dos Santos 1932-09-06, filhos: Nelson, 1955-12-10, Bustos,
Oliveira do Bairro (protestantes evangélicos).
25 José Silvério Varino 1933-05-24, Maria Alice da Silva Antunes, 1940-04-22,  Comporta.
30 - José Augusto Martins Couceiro, 1932-07-10 Natividade Antunes 1933-08-30 António Augusto, 1956-06-21
30 - Francisco Vaz, Emília Pereira Marinho, filhos: Maria da Conceição
31 - José Ferreira Gomes, 1930-05-25, Emília da Conceição,  1925-08-31, filhos: Manuel Carlos, 1956-04-16. Malhapão, Oliveira do Bairro (1953-07-06). 
31 - Agostinho Teixeira Canena, 1927-09-08, Francisca Queirós da Cunha, 1934-06-16, filhos: Maria, 1955-12-27; Maria de Fátima, 1957-12-20; Maria Alice, 1960-02-00. Macieira.
32 - Horácio de Oliveira, 1922-04-08, Maria dos Anjos de Jesus 1921-06-18, filhos: Maria Marcolina, 1944-05-25; José Maria, 1948-05-27. Carromeu, Mira.
33 - José Joaquim, 1923-01-21, Maria Martins Tomé, 1922-03-21, filhos: Maria de Fátima, 1952-10-17; Manuel João, 1956-01-30; Isabel, 1956-01-30. Rendo, Sabugal (1954-09-04).
34 - Artur da Teresa Antunes, 1918-04-10, Maria da Glória Martins, 1914-02-17, filhos: José Joaquim, 1948-06-15; Fernando, 1951-08-01. Souto, Sabugal (1954-09-04).
35 - Amador Martins Correia,  1921-08-20, Maria da Ascensão da Silva Martins, 1931-05-02, filhos: Cecília, 1949-01-02; Maria Goreti, 1952-01-31; António, 1953- 12- 22. Pessegueiro do Vouga (1954-10-03.
36 - Casimiro da Fonseca Carvalho, 1929-07-28, Maria Emília Alves, 1930-10-05, filhos: Manuel, 1951-11-19; Maria Elisa, 1953-02-01; António, 1957-03-17; José, 1958-11-11; cunhado: José Maria Alves Teixeira. Caramos, Felgueiras.
40 - António Teixeira,  Rosa da Silva, filhos: Maria; Joaquim; Fátima; Armando; Maria Carmina. 
41 - Manuel Aguiar Antunes, 1921-11-19, Judite da Ascensão Pernadas, 1927-08-27, filhos: Adélia, 1952-04-19; Maria dos Anjos, 1954-08-16; José, 1957-02-28; Olivia, 1959-04-21.
45 - Manuel Ferreira da Conceição, 1926-09-26, Ludovina Ferreira de Jesus, 1926-03-31, filhos: Rosa, 1951-11-11; Idalina, 1956-01-22. Oiã, Oliveira do Bairro (1954-10-25)
45 - Bernardino Luis Carriço, Olívia dos Anjos, filhos: Maria de Fátima; António José; António Manuel
46 - Raul Gomes Ferreira, 1926-04-30, Aldina da Conceição Areias, 1924-05-14, filhos: Nantília, 1946-11-26; Fernando, 1950-06-12. Malhapão, Oliveira do Bairro.
49 - Manuel Martins Teixeira, Maria da Ascensão Fonseca, filhos: Cassilda Martins.
51 - David Fernandes Lages, 1925-08-23, Elvira da Purificação Pernadas, 1928-11-08, filhos: Maria do Céu, 1952-08-23; Maria da Conceição, 1954-12-09; José Manuel, 1959-02-13; Maria de Fátima, 1957-01-22. Rapoula do Côa, Sabugal.
54 - Joaquim de Sousa, Maria Cândida da Cunha, filhos: Ana; António.
56 - Manuel Nunes Soares Ferrão, 1925-10-22, Ana dos Anjos Mota, 1932-10-18, filhos: Maria Amélia, 1955-05-26; cunhado: Manuel Augusto Mota; cunhadas:Maria Amélia Mota, Maria Isabel Mota; sogra: Maria da Piedade; mãe: Ana Nunes. 
60 - José Proença Ferrão, Maria Gracinda Antunes,  irmão: Florêncio Proença Ferrão.
61 - Alírio Cândido dos Santos, 1928-11-27, Olinda Rosa de Jesus, 1929-11-13, filhos: Maria do Céu, 1954-04-04; Rosa dos Anjos, 1955-12-18. Corgo do Seixo de Baixo (1955-11-23).
62 - Florêncio Soares Ferrão, 1920-02-02 Maria da Ascensão Soares 1923-02-08, filhos: António, 1945-10-08; Joaquim, 1948-05-28; José, 1951-03-19; Ana Joaquina Vinhas, 1888-00-00. Amiais, Sever do Vouga.
64 - José Oliveira de Faria, 1919-04-16, Preciosa Fernandes de Sousa, 1920-01-00, filhos: Manuel Carlos, 1945-12-21; Fernando, 1948-01-18; José Francisco, 1951-10-18; Manuel Mário, 1953-02-21; Rosa Maria, 1958-07-20; Ernesto, 1959-10-31. Barcelos.
65 - Joaquim António Marques, Felismina Lopes, filhos: Maria de Fátima; Maria Emília; Maria da Conceição; Manuel; João; Maria da Glória. 
69 - António Marinho Soares, 1920-02-10, Maria Custódia Monteiro, 1918-05-20, filhos: Manuel, 1941-05-13; Rosa, 1944-06-29; Maria, 1947-01-26; José, 1949-12-11; Maria de Fátima, 1952-04-08; Ana, 1954-06-14; Deolinda, 1956-10-25. Ponte da Barca, Viana do Castelo.
73 - José Maria Passarinho, Maria Joaquina Ferrão, filhos: António Manuel.
74 - António Ventura dos Santos, 1916-05-22, Maria Augusta Tavares, 1915-00-00, filhos: Maria Lucília, 1942-02-15; Fernando, 1944-02-02; Manuel José, 1946-02-20; Hildebrando, 1948-03-22; Maria da Assunção, 1951-08-15; António Aníbal, 1954-01-12; José Belarmino. Piedades, Rocas do Vouga (1955-09-11) protestantes.
75 - Ilídio Manuel Ferreira da Silva, 1929-02-06, Arminda Gomes de Macedo, 1929-05-10, filhos: João, 1947-09-08; Fernando, 1948-11-05; Maria Alice, 1951-08-06; Maria da Conceição, 1953-03-10; Manuel Amaro, 1954-09-26; mãe: Maria Ferreira da Silva, 1899-07-21; cunhado: António Ferreira de Macedo. Moreira da Maia.
77 - Agostinho Teixeira Gonçalves, 1925-11-08, Maria da Fonseca Carvalho, 1928-03-08, filhos: Manuel, 1952-06-24; Maria Emília, 1954-02-05; Deolinda de Jesus, 1955-11-23; Maria Joaquina, 1957-09-27; Casimiro, 1960-02-23. Caramos, Felgueiras.


Hugo Cálão
Dia de São Salvador
6 de Agosto de 2015








terça-feira, 25 de novembro de 2014

Património dos pobres da freguesia de Ílhavo: origens e acção (1954-2014)

"Tudo quanto a Igreja possui, seja em propriedade, seja em dinheiro, é património dos pobres. E assim, lembrem-se bispos e padres que estão a manejar não valores próprios, mas os destinados à necessidade dos pobres; valores que, se de má-fé são suprimidos ou dilapidados, se constituem réus de sangue. Daí serem admoestados a que, com sumo tremor e reverência, como à vista de Deus, os distribuam, sem acepção de pessoas, àqueles a quem se devem. Daqui também aquelas sérias reiterações em Crisóstomo, Ambrósio, Agostinho e outros bispos como eles com as quais diante do povo asseveram sua integridade." 
(João Calvino (1509–1564), em Institutas, Livro IV, Capítulo XIII).

                Foi por iniciativa e visão do Padre Américo1, apóstolo da caridade e fundador da “Obra de Rua” para rapazes órfãos ou sem casa, que, na década de 40 de 1900, se espalhou pelo país a revolucionária cruzada para que se unissem as boas vontades, e para que sem grandes teorias se passasse o campo das realizações, a se lançassem a construção de casas para necessitados, que delas se serviriam a título precário. O nome desta instituição seria “Património dos Pobres” e o seu suporte jurídico, em cada freguesia, seria a Fábrica da Igreja Paroquial.2
                Atenta a esta iniciativa de 1951 e tendo em vista a renovação da vida paroquial pela colaboração dos sacerdotes e dos leigos a 14 de Setembro de 1953, na segunda semana de Estudos Pastorais da Diocese de Aveiro, no plano de Acção Pastoral para o ano de 1953-54, foi delineado lançar em todas as paróquias da Diocese de Aveiro a iniciativa do “Património dos Pobres”.3 A partir desse ano de 1953, multiplicaram-se as acções de promoção conseguindo o Padre Américo subsídios para quem se lançasse a construir. A sua acção humanitária seria sem precedentes, entusiasmando as comunidades paroquiais e mantendo por correspondência um contacto próximo e auxiliador.
                Durante esse ano, 2 e Abril de 1954, lançou-se a primeira pedra para dez moradias na freguesia da Vera Cruz em Aveiro, seguindo-se a construção até 1964 de mais 97 moradias para famílias pobres. Entre estas, construíram-se em Ílhavo dezoito casas, após a competente instituição em 9 de Setembro de 1959 e autorização de estatutos dada pelo Bispo de Aveiro a 2 de Dezembro de 1959.
                O Património dos Pobres iniciaria desta forma a sua acção em Ílhavo, vendo os estatutos aprovados por despacho de 19 de Dezembro de 1959 da Direcção Geral de Assistência4, tendo como objectivo contribuir para a formação, promoção e assistência à população da Freguesia de São Salvador de Ílhavo, estendendo a sua actividade: na assistência à Família, através de aquisição de moradias, acesso a subsídios através das Conferências de São Vicente de Paulo para rendas de casa de famílias carenciadas; na assistência a crianças, adolescentes e jovens, através de casas em regime de internamento, para órfãos abandonados ou em situação familiar precária e criação de centros de apoio à educação, cultura e aperfeiçoamento profissional ou lares para jovens trabalhadores e estudantes; na assistência e apoio à terceira idade, através de lares para a terceira idade, centros de acolhimento e convívio e apoio domiciliário.
Centro Paroquial de Ílhavo em construção, c. 1955
                Desde a sua nomeação para pároco de Ílhavo a 21 de Outubro de 1949 que, D. Júlio Tavares Rebimbas, Arcipreste de Ílhavo desde 1951, foi a “chama-acesa” para que a fundação desta obra e toda a sua actividade acontecesse. A partir de 1950, empenhou-se na reconstrução a Igreja Matriz de São Salvador de Ílhavo e da residência Paroquial, fundando, em 1954, o boletim "Família Paroquial", e em 15 de Setembro de 1956 o Centro Paroquial de Formação e Assistência de Ílhavo.

Centro Paroquial de Ílhavo, c. 1960
Em 1958, D. Júlio foi nomeado Vigário Judicial da Diocese de Aveiro, em 1959, Vigário Geral da mesma Diocese e ainda nesse ano, nomeado Monsenhor, por S.S. o Papa João XXIII.
Funda também nesse ano, como anteriormente se registou o “Património dos Pobres” da freguesia de Ílhavo.
Em 1961 é nomeado Director do Colégio Liceal João de Barros, em Ílhavo. Em 21 de Janeiro de 1962, eleito Vigário Capitular da Diocese de Aveiro, por falecimento de D. Domingos da Apresentação Fernandes e a 8 de Dezembro do mesmo ano, Governador do Bispado de Aveiro, na ausência de D. Manuel de Almeida Trindade.
Foi inesgotável a sua actividade e benemerência a Ílhavo até que a 27 de Setembro de 1965 foi eleito pelo S.S. Papa Paulo VI, para Bispo do Algarve.
                Em virtude de um valioso legado de D. Celeste Maria dos Santos feito ao “Património dos Pobres” de Ílhavo, D. JúlioTavares Rebimbas pode acalentar um dos mais queridos os objectivos desta obra e edificar, em 1962, um asilo misto de assistência à terceira idade para cerca de 60 utentes, fundando-se o “Lar de São José de Ílhavo”. Ainda por sua acção a 30 de Setembro de 1964, a Congregação das Religiosas do Amor de Deus inicia a sua missão no Lar de São José em Ílhavo que começou por acolher 22 utentes.
                D. Celeste Maria dos Santos, por disposição testamentária, cedeu igualmente a cota que o seu marido detinha na sociedade gestora do cinema Cine-Triunfo da Gafanha na Nazaré, vendido a 12 de Fevereiro de 1962 revertendo a receita para esta obra.
                Em 2 de Janeiro de 1966, viria a Ílhavo para inaugurar o novo edifício do Centro Paroquial de Formação e Assistência, dedicado a D. Manuel Trindade Salgueiro, um seu sonho desde há muito acarinhado pela comunidade paroquial.
                A instituição cresceu, e como mostra o relatório de actividades, em 1982 o “Património dos Pobres” da freguesia de Ílhavo contava já com três valências geridas pelo então pároco Urbino de Pinho: o “Lar de São José” para a terceira idade, a “Obra da Criança”, de assistência a crianças, órfãs ou abandonadas, com capacidade para 60 utentes, e de A.T.L., proporcionando assistência em actividades de tempos livres a crianças de idade escolar. Também mostra, que além da gestão das valências, um considerável incremento de legados imobiliários, e que para além das habitações para famílias pobres do “Bairro das Cancelas”, haviam sido construídas mais quatro habitações no “Bairro da Rua do Casal”, subsidiando-se também a famílias e paroquianos em necessidade o arranjo de inúmeras moradias em mau estado.
                Em 6 de Novembro de 1996 é fundada a quarta valência da instituição, o “Lar do Divino Salvador” de Ílhavo, para assistência a mulheres e crianças vítimas de abuso, mães solteiras, mulheres vítimas do “tráfico de mulheres” ou que, tendo conhecido a prostituição, desejam inserção, contando com a colaboração da Congregação de Irmãs de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor.
                A pedido de D. António Marcelino, Bispo de Aveiro, e do então pároco de Ílhavo, Padre Urbino, que desde 2001, solicitavam insistentemente a presença da Congregação de Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora, para de se dedicarem à “Obra da Criança”, a Congregação envia, em Setembro de 2002, uma irmã para esse fim, embora com residência comunitária em Aveiro. No dia 4 de Novembro de 2003, abre oficialmente, uma comunidade com três irmãs em casa cedida pela ”Obra da Criança”. Na fundação estiveram 3 irmãs: Mafalda, Laurinda, e Maria Isabel. Neste momento estão nesta comunidade quatro irmãs: Mafalda, Laurinda, Mª dos Anjos e Rosa. A acção da comunidade é orientar e ajudar a “Obra da Criança” na assistência das crianças, contando na actualidade com 30 utentes. Todas as três congregações estão inseridas na Paróquia de Ílhavo e nela colaboram.

Ílhavo, 13 de Junho de 2014, dia de Santo António

Hugo Cálão
Mestre em História e Património



[1] Américo Monteiro de Aguiar,mais conhecido por Padre Américo (Galegos, Penafiel, 23 de Outubro de 1887 — Valongo, 16 de Julhode 1956). http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Monteiro_de_Aguiar
[2] Gaspar, João Gonçalves, A Diocese de Aveiro – Subsídios para a sua História, Edição Cúria Diocesana de Aveiro, 1964, p. 508-509.
[3] Ver Correio do Vouga nº 1159 e 1160, respectivamente de 19-09-1953 e 26-09-1953.
[4] Publicados no Diário do Governo nº 303, III série de 30 de Dezembro de 1959, com actualização de 6 de Janeiro de 1983, sob o nº 2/83, f.139v-146.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Párocos de Ílhavo: Pe. João Martins dos Santos 1755-1802

O Pe. João Martins dos Santos nasceu na freguesia de Santo André de Ardãos, filho de Pedro Gonçalves, lavrador e de Isabel Martins naturais da mesma freguesia, neto paterno de Frutuoso Gonçalves o Tavarelo de alcunha, natural de Pedraria, freguesia de Serraquinhos em Montalegre e de Joana Gonçalves e materno de Miguel Martins o Arado, lavrador e de Isabel Preta da freguesia de Ardãos. Seu irmão António Martins dos Santos e tio paterno Domingos Gonçalves dos Santos foram familiares do Santo Ofício. Foi prior da freguesia de São Salvador de Ílhavo desde 17 de Junho de 1755, por dada carta e apresentada por El-Rei D José, priorado que vagara por falecimento do prior Francisco de Almada Galafura, sendo o segundo prior provido por sua Majestade. Deu a célebre informação paroquial sobre a freguesia de Ílhavo - Sua Luce Jesu duce: Descripção da Villa de Ílhavo em 1758, acompanhando as obras de ampliação da Matriz de Ílhavo. Foi comissário do Santo Ofício por provisão de 16 de Dezembro de 1771. A 30 de Agosto de 1800, compadecido pela miséria dos seus paroquianos, pede licença e confirmação ao Tribunal da Mesa do Desembargo do Paço para fundar à sua custa um hospital em Ílhavo. Faleceu em 1802.